Uma vida inteira na água e, quando finalmente alçam voo, se reproduzem e morrem. É assim a existência dos efemerópteros, grupo de insetos pela primeira vez estudado em Pernambuco. O levantamento revelou nada menos que 50 espécies, quatro delas desconhecidas da ciência.
Durante um ano e meio, equipe da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) coletou larvas e indivíduos adultos desses insetos aquáticos em áreas de mata atlântica do Estado. O trabalho foi feito em 17 municípios.
“Antes, havia apenas 18 espécies registradas em Alagoas, Bahia, Maranhão e Sergipe. Agora são 50 só em Pernambuco”, detalha o biólogo Ipiauense Lucas Ramos Costa Lima, autor da pesquisa.
Das quatro espécies novas, duas já estão descritas em revistas científicas. São Traverhyphes frevo e a Tricorythopsis spongicola. Ambas são de gênero – o primeiro termo de um nome científico – conhecido. Já o segundo termo, correspondente à espécie, é uma escolha dos pesquisadores.
No caso da Traverhyphes frevo, a referência, claro, é ao ritmo pernambucano. Já Tricorythopsis spongicola remete ao local onde o inseto aquático foi encontrado: uma esponja de água doce. O animal, da espécie Eunopius fragilis, provavelmente serve de abrigo a ele.
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