O domínio dos “garranchos”
A política populista de Hildebrando Nunes Rezende tinha no ex-prefeito Euclides Neto a sua “eminência parda”. Ele articulava a resistência à Ditadura Militar, decorrente do golpe de 1964. Os garranchos passaram a ser guerreiros da resistência democrática. Nesse âmbito foi forjada, nas eleições de 1976, a candidatura de Zequinha Borges pelo MDB(Movimento Democrático Brasileiro). Na sub legenda da mesma agremiação se colocou como candidato o comerciante Odilon Santos Costa. A oposição local se articulou em duas candidaturas: Salvador da Matta e Waldemar Santana Sampaio, respectivamente, pela ARENA (Aliança Renovadora Nacional)I e II. Abertas as urnas foi confirmada mais uma vitória dos garranchos. José Borges de Barros Júnior, o Zequinha Borges, se elegeu com 3.774 votos, dos 5.933 sufrágios apurados. Waldemar Sampaio foi o segundo mais votado, seguido por Odilon Costa e Salvador da Matta.
Com a reforma partidária Zequinha Borges foi coaptado pelas forças “Carlistas” e encerrou seu mandato no PDS (Partido Democrático Social), ou seja, do lado oposto dos “garranchos”.
Novamente Hildebrando
Reunidos em nova sigla, o PMDB, “os garranchos”, resistiam e tinha consciência da sua força. Para resgatar o poder municipal, na eleição de 1982, eles novamente recorreram ao carisma de Hildebrando Nunes Rezende que enfrentou três adversários: Miguel Coutinho-PDS-, seu antigo aliado, e com muito dinheiro para bancar a campanha, Waldemar Sampaio-PFL-, e João Rocha Sales, o popular “Joanito”-P TB-. Adotando o slogan “A Máquina”, Joanito carimbou definitivamente o seu passaporte para o folclore político da cidade. Hildebrando massacrou os três com uma frente de quase 800 votos.
No próximo capitulo, amanhã, a vitória de Miguel na campanha da tora.Acesse aqui no Giro.
(Giro/José Américo Castro)










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