Bahia: Seca compromete gado e plantação, mas mamona resiste ao sol em Irecê

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Mais de 210 das 417 cidades baianas estão em situação de emergência por causa da seca. Na região de Irecê, que já foi a maior produtora de feijão do nordeste, até a palma, um tipo de cacto usado para alimentar o gado, começa a faltar. A barragem que abastece 14 cidades da região está secando. A situação é dramática para agricultores e criadores de animais, que enfrentam a pior estiagem dos últimos 30 anos.  Na beira da estrada, as plantações perdidas são a herança de uma seca que já dura quase dois anos. Em Irecê, a barragem de Mirorós, que fornece água para cerca de 300 mil pessoas, está com pouco mais de 6% da capacidade, cerca de 10 milhões de metros cúbicos. A capacidade máxima é 150 milhões de metros cúbidos. "A expectativa era que no mês de novembro, dezembro, janeiro, que são os períodos de chuva, chovesse, o que aconteceu de forma insignificante e não foi possível fazer com que a barragem recuperasse níveis que pudessem dotar os agricultores, os ribeirinhos, da água suficiente para produzir com qualidade e quantidade", explicou Sérgio Coelho, engenheiro da Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco. Com a situação, falta água pra irrigar as plantações. O milho plantado em uma propriedade de 12 hectares deu um prejuízo de quase R$ 10 mil. Em outra fazenda, que tem porte menor, Edvaldo Machado conta que não espera mais pela chuva, planeja tirar osustento da palha, que é vendida pra alimentar os rebanhos de gado e cabra da região. "A esperança hoje é produzir volumoso, que é a palha", disse.

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