Fazem quase três décadas que a obra de construção do Edifício Vale dos Rios, popularmente conhecido como “Santa Paula”, foi interrompida. Desde então se pergunta qual foi o motivo da paralisação e qual será o destino do prédio localizado no ponto mais central de Ipiaú. O edifício é constituído por nove andares, cada um com dois apartamentos medindo 135 metros quadrados e dotados de três quartos,uma suíte e outras dependências.As respostas são poucas mas a historia do empreendimento traz algumas explicações.
O que estava destinado a símbolo de progresso resultou em motivo de pilhéria.A euforia de uma cidade verticalizada esbarrou na falência de uma empresa construtora em um período de depressão e na falta de vontade de homens que deviam investir mais no município que lhes acolheu. A obra erguida, na Praça Rui Barbosa, pela “Construtora e Incorporadora Santa Paula”, a partir do ano de 1979, se desenvolvia a contento e era motivo de honra por parte de cada cidadão ipiauense.
Bons preços do cacau e outros fatores contribuíam para tanta euforia até que subitamente ocorreu o inesperado: a cotação do produto despencou, enquanto o do cimento foi majorado em 100%. A crise estava estabelecida, a empresa ficou descapitalizada e o sonho emperrado a partir de 1983. Diante da impossibilidade de continuar a obra, a empresa deu como quitadas o restante das parcelas do pagamento dos apartamentos que tinham sido vendidos a preços reduzidos no inicio da construção.Caberia aos adquirentes a continuidade dos serviços, o que absolutamente não aconteceu.
O Rotary Club de Ipiaú que havia dado o terreno em troca da cobertura do prédio chegou a fazer uma campanha pela reativação da obra, mas foi tudo em vão. Tudo parecia estar perdido até que o empresário Alex Muniz Ferreira decidiu investir no espaço. Adquiriu a maioria dos apartamentos e construiu, há 17 anos atrás, um Shopping Center no primeiro e segundo piso do edifício, assim como a garagem no subsolo.Sua intenção era concluir toda a obra se não fosse a resistência dos proprietários de três dos apartamentos que ainda não foram adquiridos por ele.
“Tendo outros proprietários no prédio não me sinto à vontade em fazer um investimento mais ousado ”, salientou Alex Muniz. Ele estima que cada apartamento,na situação em que se encontra,custe em torno de R$100 mil. Se por acaso os demais proprietários mudem de opinião, Alex pretende buscar uma parceria com empresas construtoras no sentido que sejam adotados os procedimentos necessários para a conclusão da obra,ou seja,instalações elétricas,hidráulicas,elevadores e demais serviços de acabamento.À empresa parceira, Alex Muniz ofereceria uma serie de vantagens.
A comunidade torce para que uma solução se concretize e Ipiaú realize o sonho de um belo edifício e não fique mais na frustração de que é difícil concluí-lo.
(Fonte: Informe)







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