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Coluna do IR: O alinhamento político do PETISMO e o Carlismo revivido.

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Salvador está prestes a conhecer conhecer a sua nova administração.
Por: Ícaro Rebouças ( Redator do IR )
No cenário baiano a influência partidária e os antecedentes sempre influenciaram nas disputas por cargos públicos. O grupo de Antonio Carlos Magalhães que se manteve a frente do poder durante anos sempre teve como frente opositora o PT. Após a Morte de ACM em 2007, o carlismo passou a perder forças e por sua vez o PT começou a ganhar destaque. Em 2012 essa disputa ferrenha entre Petistas e Carlistas volta a ter destaque midiático com as eleições para Prefeito de Salvador, onde o carlismo tenta ressurgir sobre o comando do deputado federal ACM Neto (DEM), tendo como grande rival o deputado Nelson Pelegrino (PT) que trás como vantagem uma politica alinhada com o Governo Federal e o Governo Estadual.
ACM Neto largou na frente, em junho, ao formar uma coalizão de peso para sua candidatura. Ele conseguiu o apoio da direção do PV, o que indignou alguns militantes “verdes”, e dissuadiu o PSDB de lançar um candidato próprio, atraindo os tucanos para seu barco, aparentemente em troca de apoio a José Serra (PSDB) em São Paulo. No fim de julho e início de agosto, ACM Neto aparecia liderando as pesquisas com uma vantagem capaz de dar a ele a vitória no primeiro turno.
Veio, então, o horário eleitoral e o momento mais quente da campanha. No rádio e na televisão, o PT acusou ACM Neto de ser, como o seu partido, contrário à política de cotas para negros nas universidades públicas e levou ao ar o vídeo em que o deputado ameaçava “dar uma surra” no ex-presidente Lula. ACM Neto negou ser contra as cotas (a maioria da população na Bahia se declara negra) e tentou explicar o contexto da frase contra Lula.
O candidato do DEM rebateu afirmando que Nelson Pelegrino e o governador Jaques Wagner, também do PT, pertencem ao “time do mensalão”, caso que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Os três casos acabaram na Justiça, com processos e recursos de ambos os lados. A briga de ações judiciais é tão intensa que uma delas foi motivada pelo fato de o programa de Pelegrino ter anunciado que ACM Neto estaria sendo processado, algo que o candidato democrata contesta.
Também serviu para esquentar a campanha a proximidade com o atual prefeito de Salvador, João Henrique (PP). Como ele é o terceiro prefeito mais impopular entre todas as capitais brasileiras, a disputa é para saber quem está mais distante de Henrique. O PT lembra que ACM Neto apoiou o pepista nas eleições, e o DEM cita as secretarias municipais ocupadas por petistas.
Se o apoio do prefeito ninguém quer, o do governador também não ajuda muito. Os problemas de Salvador, e o desgaste provocado pelas greves de professores e policiais militares, impedem que Jaques Wagner seja o melhor cabo eleitoral para Pelegrino. Avaliado como bom ou ótimo por menos de 20% dos soteropolitanos, porém o peso político de Lula e Dilma são de suma importância devido as suas grandes popularidades. É em Lula e Dilma que Pelegrino aposta as fichas.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima, chefe do PMDB baiano, guarda rancor pelo fato de Lula e Dilma terem apoiado abertamente a reeleição de Wagner em 2010, contra o próprio Geddel. Como integrante da base aliada federal, Geddel esperava mais isonomia, e por isso Geddel apoia ACM Neto.

 

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