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Tragédia: Espuma usada na boate Kiss foi comprada em loja de colchões

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Espuma usada em isolamento acústico da Kiss foi comprada em loja de colchões (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)
A espuma usada para reduzir o ruído na boate Kiss foi comprada em uma loja de colchões deSanta Maria. A queima do material produziu a fumaça tóxica que, segundo a polícia, causou a morte da maioria das vítimas. O comerciante que vendeu o revestimento prestou depoimento à polícia, como mostra a reportagem do Jornal Hoje (veja o vídeo abaixo). No último domingo (27), um incêndio na casa noturna deixou 237 mortos. Funcionários da Kiss encomendaram a espuma para usar no isolamento acústico da boate. O produto é vendido por R$ 30 o metro quadrado. As notas fiscais fornecidas pelo fabricante serão encaminhadas à polícia. "O rapaz que fez a reforma encomendou. Foram três lâminas", afirmou Flávio Boeira, proprietário da loja. O comerciante diz que o uso deste tipo de espuma é comum e que já vendeu para igrejas e até consultórios dentários. Segundo Boeira, o material é conhecido como colchonete piramidal e também é usado em hospitais, principalmente para pacientes que ficam muito tempo internados.

Dono de boate da tragédia tentou se matar, diz delegado que cuida do caso

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Alessandro tentou se enforcar no banheiro do hospital.
Alessandro tentou se enforcar no banheiro do hospital.
O delegado Marcelo Arigony, que cuida das investigações do incêndio na Boate Kiss, confirmou hoje (30) que um dos sócios da casa noturna, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, tentou se matar na noite de ontem (29). Kiko está internado, sob custódia, em um hospital na cidade de Cruz Alta e teria usado a mangueira do chuveiro para tentar se enforcar. “Mas ele está bem e foi agora algemado na cama para evitar novas tentativas”, disse o delegado. Elissandro Spohr está preso temporariamente por cinco dias e deve ser posto em liberdade na sexta-feira (1º). Além dele, estão presos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira e o outro sócio da boate, Mauro Hoffman. Hoje o delegado Arigony disse que está com dificuldades de conseguir prorrogar a prisão dos quatro por motivos legais. “Pedimos a prisão temporária por 30 dias e só conseguimos cinco. Agora precisamos renovar essas prisões e estamos com dificuldade. Não é culpa do promotor, do juiz ou do delegado, é a legislação que exige requisitos muito específicos”, explicou Arigony. (Agência Brasil)

 

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